Domingo, Fevereiro 29, 2004


[ eu e os butecos da vida ]

sou fã de carteirinha de butecos. daqueles bem com cara de chinfrins até os mais requintados. adoro um bom barzinho, curto a boêmia. descobrir um lugar novo desses me dá prazer indescritível. levar amigos que também curtem este tipo de lugar pra conhecer então nem se fala. até já fui gerente de barzinho. foi uma das épocas mais legais que passei. era cansativo, mas recompensador.

adoro a comida simples desses lugares, muitas vezes inusitadas como bolinhos de feijão, que comi certa vez em um barzinho mineiro ou curiosas como piapara frita inteira. somando isso a bebida gelada e amigos bons de papo não preciso de mais nada na vida.

ontem, conheci um buteco novo que ainda não tinha ido aqui nesta cidadezinha, nos confins do interior. bar do aquiles. especialidade: peixes. comi medalhões de tilápia. pra beber, a indefectível skol gelada. e pra completar, boa companhia. ainda vou ter meu próprio buteco um dia. não sei ainda quando vai ser, mas sei que será. um dia...

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Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004


[ a despedida do amor ]

existem duas dores de amor. a primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

a segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

vocês devem achar que eu bebi. se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? mais ou menos.

há, como falei, duas dores. a mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.

a dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. dói também.

na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. é que, sem se darem conta, não querem se desprender.

aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega.

faz parte de nós.

queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

é uma dor mais amena, quase imperceptível. talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. é uma dor que nos confunde.

parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. a pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.

despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. é o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

todos podem conseguir, basta acreditar. e tentar, é claro. a vitória está lá, esperando você alcançá-la.

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[ re-abrindo as portas ]

luz da lua de volta na área. voltei antes do previsto. imprevistos. a viagem foi boa. na medida do possível. santa catarina é tudo de bom. depois eu conto tudo e posto fotos. agora só preciso descansar. ninguém merece 16 horas de viagem em ônibus semi-leito. ninguém!

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004


[ blog em férias ]

antes tarde do que nunca, tô saindo em viagem. então, o recanto da lua entra em recesso carnavalesco. hehehe. é, galerinha, tô indo pra praia hoje. só volto em março. se der blogo de lá. aproveitem muiiiiiiiiiiiito. beijem muiiiiiiiiiiiiiiiito. mas não esqueçam de se "cuidar", ok? bom carnaval pra todo mundo!!!

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[ presente de grego ]

eu não sei se dá azar, só sei que acordei com uma das minhas gatas morta embaixo da minha cama. ótima forma de dizer bom dia, não? no meio da noite eu escutei um miado diferente e cismei que a gatinha tinha morrido. mas cadê coragem pra olhar? hoje cedo, casa toda acordada, comuniquei dona célia, minha mãe, do fato. e agora, neste exato instante, estão promovendo o enterro da bichinha. fala, sério?!!? eu devo merecer, né? bela sexta-feira!!!

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Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004


[ o cúmulo da lerdice ]

voltando pra casa ontem à noite bateu uma fome danada. parei em uma dessas padarias chiques, estilo café europeu. tinha um moço lindo na porta recebendo os clientes. eu, fazendo a fina, desci do carro como uma madame. entrei, pedi, comecei a comer. de repente, pego o tal moço me olhando. sorrindo. fiz mil e uma poses pensando ter emplacado paquera boa. na hora de ir embora, o mocinho lá fora. quando passei por ele, deu uma risadinha.

o motivo da graça não era eu, quer dizer era, mas não do jeito que eu estava pensando. a babaca aqui na hora de descer do carro, deixou o cinto pra fora, a porta semi-aberta e ainda passou a alarme. o cúmulo da lerdice. o moço tava era me zuando. foi bom pra eu aprender que milagres não existem. moços lindos não caem do céu em plena noite de quarta-feira, ainda mais dando sopa. bem feito pra mim, mereci o deboche.

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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004


[ máquina de gastar dinheiro ]

não paro mais de comprar, virei uma máquina de gastar dinheiro, só quero ficar comprando coisinhas pra ir pra praia. roupa, sandália, chinelo, maiô, bolsa, toalha. quero só ver quando eu voltar, vou ter de trabalhar dobrado pra pagar todas as contas. mas vai tudo compensa estes dias de praia, não vejo a hora de 'cair no mar'...

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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004


[ mania de querer combinar tudo ]

por que às vezes somos tão sem criatividade? comodismo? preguiça? não sei. comprar sapatos e bolsas são um bom exemplo do que quero dizer. o preto predomina, sempre. também, combina com tudo. e dá-lhe preto. e as outras cores ficam por lá, esquecidas. a maior variação seria um marrom ou caramelo. eu sou assim, acredito que muita gente é.

bah!

mas agora estou numa fase verde. tenho achado o verde a cor mais bonita de todas, depois do vermelho é claro. esta semana cismei com uma bendita papete da gisele, queria branca com verde ou vice-versa, mas só acho pink. as sandálias sumiram das lojas da cidade.

então, desisti. acabei me apaixonando por uma papete da melissa. mais uma vez, verde. que é linda. porém, não tinha mais meu número. c*r*lh*!!!. eu queria. (quero!) e a loja ainda tava com uma promoção ótima, você levava uma e ganhava outra. só não tinha verde, linda, maravilhosa, tudo de bom que eu quero.

mas sabe, eu sonhei com a bendita papete. experimentei a vermelha e a branca, são lindas. só não comprei porque minha irmã ficou falando que a primeira não combina com nada e a segunda suja muito. abaixo a ditadura das cores, eu vou lá amanhã comprar uma papete pra mim.

enfim, acho que sou um pouco volúvel. tomara que ainda estejam em promoção.

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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004


[ gastando por conta ]

ontem fui fazer algumas compras para a viagem. algumas blusinhas, um pijaminha. tô curtindo esse lance pré-carnaval. o bóris foi comigo e também comprou um monte. só não valeu porque ele comprou muito mais que eu pelo mesmo valor, picaretagem. depois saímos com amigos pra falar da viagem. caracas, tô curtindo isso à beça. mal vejo a hora de chegar o dia...

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[ férias merecidas ]

depois de não sei mais quantos dias no batente sem folga, no próximo carnaval, essa que vos escreve vai passar uns dias no sul do país. praia, gente, praia!!! vou descansar e aproveitar pra conhecer melhor um dos lugares mais lindo do brasil. vou com amigos. bacana, muito bacana. eu já tinha ido pra lá uma vez, no ano passado, aliás, passei o reveillon em camburiu. eu mereço, né não!?!!?

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As Rosas Não Falam
(Cartola)

Bate outra vez, com esperança o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim
Volto ao jardim, na certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me as rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhar com os meus sonhos, por fim

p.s.: escutei tanto essa música ontem, tava ouvindo um cd e tinha ela. Tão linda e triste, tinha que postar aqui.

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Domingo, Fevereiro 08, 2004


[ só pra constar ]

ontem foi dia de acordar tarde
ficar de bobeira o dia todo
dar parabéns pra carol
comer bolo de chocolate
trabalhar um pouquinho
ir ao teatro ver 'K2'
jantar fora com o bóris
rir de besteiras
passear pela cidade
e leve, de bem com a vida
dormir de novo

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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004


[ abdicando ]

faltei ao trabalho. recusei quatro convites pra gandaiar. deixei de beijar na boca. não fiquei nem na internet. não vi tv. não li. apenas dormi. e a semana, nem o mundo acabaram. ainda é sexta-feira. preciso sarar urgente.

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Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004


[ tatoo enrolada ]

minha mãe me fez prometer que eu esperaria até sair o resultado do concurso para a polícia rodoviária federal para que eu fizesse minha tatoo. na cabeça dela, se eu passasse, não seria admitida por causa da tatuagem. o resultado saiu ontem. não passei. então tô livre pra me tatuar à vontade?!?! não. tem a gripe. essa bendita me fez ficar fraca e o tatuador disse que só me tatua quando eu melhorar. detalhe, lá pra meados da semana que vem. e não vou poder tomar sol no local por pelo menos um mês. e acabei de receber um convite para ir pro sul no carnaval. não, fala sério. ninguém merece. e agora, tatoo? o que vai ser? te faço ou te não faço? dúvida cruel.

a propósito. aceito sugestões e desenhos legais para a tatuagem. quero uma lua, estrelas e um caranguejo.

justo hoje que estou repleta de idéias legais, a gripe resolve atacar novamente. sinto que estou febril. tenho que voltar pra cama. assim não vale. um dia ruim e no outro também. preciso sarar logo. só vou, porque sei que posso voltar. amanhã, tem mais. assim, espero.

see ya, baby!

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Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004


[ i'm sick ]

again. minha irmã viadinha pegou uma gripe daquelas. e passou pra mim. resultado: agora estou eu, mal, mal, mal. me achando a últimas das últimas, amargando dias desagradáveis com a doença mais chata entre todas as chatas. ninguém merece. mas deixa estar, depois, eu vou lá na farmácia tomar a injeção "coquetel molotov". na qual vem de tudo. dizem que levanta até defunto da cova. continuar assim é que eu não vou. não mesmo.

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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004


[ sobre a impossibilidade de mudar o destino ]

tem horas na vida que a melhor coisa a fazer é não esquentar a cabeça, é deixar rolar... eu decidi fazer isso, tô relax. o que tiver de ser, será. não vou mais arrancar meus cabelos tentando mudar o destino. não mesmo. as coisas vão ter se resolver sozinhas, pelo menos dessa vez, vão. cansei de tudo isso. agora chega. ultimamente ando assim, não falo coisa com coisa. também ninguém precisa entender nada. nada mesmo.

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[ amigo também faz chorar ]

o que você diz a um amigo que está prestes a se enfiar na lama e ainda rolar nela? tenta ajudá-lo, não? e quanto todas as tentativas de não deixá-lo fazer as piores burradas dão em nada?!?!?! eu tentei, juro que tentei. fiz meu papel. não quis me escutar!??!? azar. só que depois não quero chororô pro meu lado, porque no fim é o que sempre acontece. taí uma coisa que todo mundo deveria prestar mais atenção: quando todos desconfiam da legitimidade de uma situação, quando todos te alertam do perigo, quando todos falam exatamente a mesma coisa, não adianta nadar contra a correnteza, é besteira. renda-se, coisa errada tem meio. caia fora enquanto é tempo.

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